Rammstein no Pavilhão Atlântico: Fogo posto

Por: Davide Pinheiro (segunda-feira, 9 de Novembro de 2009) // Artigo original aqui
Nova digressão, velhos hábitos. A força dos Rammstein continua a assentar em dois pilares: a brutalidade das canções e a pirotecnia do espectáculo.

Donos de um currículo respeitável, os Rammstein não necessitaram de mais do que duas horas para mostrar que a idade – estes senhores já estão na casa dos 40 anos – não é inimiga da adrenalina nem de doses ricas em brutalidade vindas das guitarras.

A força destes alemães divide-se entre uma música que tem tanto de violência como de racional e um cuidado na elaboração do cenário para cada tema do alinhamento que transforma o concerto dos Rammstein numa longa-metragem em que a cada cena corresponde um momento único.

Recheado de explosões e outros artifícios pirotécnicos, fica na retina a importância do teclista Christian (Doctor Flake) Lorenz – qual actor secundário em permanente interacção com o vocalista Till Lindemann – quando levou um banho de fogo e, mais tarde, numa viagem de barco de borracha pela plateia.

Apresentou-se o álbum novo, «Liebe Ist Für Alle Da», mas foi o triângulo «Links 2,3,4», «Du Hast» e «Pussy», o polémico single de apresentação do mais recente disco, que fez estremecer o Pavilhão Atlântico. Não houve sangue mas o número de seguranças à porta mais parecia digno de uma manifestação.