Rammstein com fogo e cenários
Em início de digressão, o sexteto cumpriu as expectativas, com um concerto forte em que o novo álbum, ‘Liebe ist Für Alle Da,’ serviu de base ao alinhamento num Atlântico rendido a um concerto de ambiente industrial.
Depois de a banda assinalar os 20 anos da queda do Muro de Berlim destruindo uma réplica com marretas, a abertura fez-se com ‘Rammlied’, ‘B***’ e ‘Waidmanns Heil’, todos do novo registo – lançado há apenas 15 dias –, o que causou alguma confusão nos fãs da banda.
De assinalar também ‘Wiener Blut’, canção inspirada no caso do ‘Monstro de Viena’, na qual surgiu em palco um quarto com bonecos pendurados por molas de roupa e culminado com fogo-de-artifício. Ao longo do concerto vários foram os quadros criados pela cenografia.
‘Frühling in Paris’, onde o vocalista Till cita Piaf (‘Je ne regrette rien’) foi um raro momento mais calmo, rapidamente trocado por ritmos mais acelerados em ‘Benzine’ (com um expectável momento de pirotecnia), ‘Ich to Bir Weh’ (em que o teclista surgiu perante a plateia dentro de uma banheira), ‘Du Hast’ (cantado em uníssono pela multidão) e ‘Pussy’, conhecido pelo teledisco porno, que levou os fãs ao delírio. No final, um enorme pénis atirou confettis para o público.
O concerto começou com 15 minutos de atraso devido à extrema minúcia da polícia a revistar o público. Nem um isqueiro pôde entrar no Pavilhão Atlântico.




